Graduação em Curso de Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Marília (1985).
Mestrado em Escola de Enfermagem pela Universidade de São Paulo Ribeirão Preto (1995).
Doutorado em Escola de Enfermagem pela Universidade de São Paulo Ribeirão Preto (2001)
Especialização: Enfermagem cardiovascular na modalidade de residência, Administração da assistência de enfermagem, Enfermagem médico cirúrgica e Terapia intensiva.

 

Pedro Marco Karan Barbosa

Professor Doutor - FAMEMA






Esqueceu seu login?
Sem perfil? Registre-se

Usuários Online

Nenhum

Diagnósotico de Enf - Hospital Geral PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pedro Karan   
Ter, 13 de Outubro de 2009 00:21

DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM MAIS FREQUENTES EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO DE UM HOSPITAL GERAL

Pedro Marco Karan Barbosa*

Claudia Aparecida Nascimento Santos**

Marilza carneiro Alves Silva***

Maria Silvia Maschio e Silva***

Aparecida Teodoro Dias***

Resumo

O presente trabalho tem como propósito identificar os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes proposto por NANDA em unidades de internação do Hospital Regional de Assis. Para a validação do diagnóstico utilizamos o referencial de HORTA (1979), o processo diagnóstico foi realizado segundo o proposto por Helland (1995), onde os dados foram coletados pelos enfermeiros responsáveis pelo setor de internação. Os resultados demonstraram a prevalência de alguns diagnósticos como: conhecimento deficiente (86,6%), integridade da pele prejudicada (90%), amamentação ineficaz (93,7%), risco para violência, ansiedade e confusão (93,7%). Ao concluirmos este estudo pudemos identificar que com a caracterização dos diagnósticos e suas intervenções, tivemos uma melhor organização no processo de trabalho do enfermeiro e qualificação da assistência prestada aos doentes.

Palavras chaves: Diagnóstico de enfermagem, assistência de enfermagem.

 

THE MOST FREQUENT NURSING DIAGNOSES ANDA ADMISSION IN A GENERAL HOSPITAL

The present work has as a purpose to identify the most frequent nursing diagnoses proposed by NANDA on admission units of the Hospital Geral. For validating the diagnosis, we have used HORTA reference (1979), the diagnostic process was done according to the proposed by Helland (1995). Where the data were collect by the nurse responsible by the admission section. The results had demonstrated the prevalence of some diagnostics as: deficient knowledge (86,6%), impaired skin integrity (90%),inefficient breastfeeding (93,7%), anxiety and confusion (93,7%) among others. Concluding this study, we could identify that with the diagnoses characterization and its interventions, we had a better organization on the nurse work process and qualification of the assistance given to the patients.

Key-words: Nursing assistance, nursing diagnosis, interventions.

DIAGNÓSTICOS DE ENFERMERÍA MÁS FRECUENTES EN UNIDADES DE INTRNACIÓN DE UN HOSPITAL GENERAL

El presente trabajo tiene como propósito identificar los diagnósticos de enfermería más frecuentes propuestos por NANDA en unidades de internación del Hospital General. Para la validación del diagnóstico, utilizamos el referencial de HORTA (1979), el proceso diagnóstico fue realizado según el propuesto por Helland (1995), donde los datos fueran colectados por los enfermeros responsables por el sector de internación. Los resultados han demostrado el predominio de alguno diagnósticos como: conocimiento deficiente (86,6%), integrad de la piel perjudicada (90%), amamantamiento ineficaz (93,7%), riesgo para la violencia (93,3%) ansiedad y confusión (93,3%) dentre otros. Concluyendo esta estudio, pudimos identificar que con la caracterización de los diagnósticos y sus intervenciones, tuvimos una mejor organización en el proceso de trabajo del enfermero y cualificación de la asistencia prestada a los enfermos.

Palabras-clave: Diagnóstico de enfermería, asistencia de enfermería, intervención

*Prof. Dr. do curso de enfermagem da Faculdade de Medicina de Marília, chefe do serviço de enfermagem do Hospital da Clínicas de Marília

**Diretora do serviço de enfermagem do Hospital Regional de Assis

*** Enfermeiros Assistenciais do Hospital Regional de Assis

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

O trabalho desenvolvido pelo enfermeiro vem se ampliando a cada dia, sendo que a constante evolução nas formas de tratamento e dos equipamentos utilizados para assistir o cliente faz com que este profissional tenha cada vez mais necessidade de adquirir conhecimento e de assumir novas funções.

Entre estes novos conhecimentos, a sistematização da assistência de enfermagem vem ganhando seu merecido espaço no sentido de uma organização que melhore a qualidade da assistência prestada ao cliente e dinamize o seu trabalho.

Pensando nesta organização, acreditamos que conhecer o perfil dos principais diagnósticos de enfermagem apresentados pelos pacientes internados se faz necessário para que o enfermeiro possa sistematizar o atendimento de forma individualizada, propondo condutas de enfermagem para atender as necessidades do paciente, procurando desta forma a resolução dos problemas identificados e agrupados que determinaram o diagnóstico.

Queremos ressaltar também que esta organização, ou seja, o estabelecimento do diagnóstico e suas condutas, não deva ser um privilégio de alguns, na medida do possível este processo dever ser ampliado a 100% dos pacientes internados, no entanto, dar um início para aplicar a sistematização da assistência de enfermagem, ao nosso ver, é um grande passo para conhecermos os nossos clientes, obtendo assim um indicador para a organização do nosso trabalho.

Neste dinamismo, o Processo de Enfermagem apresenta-se como um sistema deliberado para identificação e resolução dos problemas de saúde no sentido de atender o cliente e as necessidades de enfermagem. Os componentes para este processo incluem: histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, identificação dos resultados, planejamento, implementação dos cuidados de enfermagem e evolução de enfermagem (1).

Vale ressaltar que para uma das autoras pesquisadas, um dos componentes do processo de enfermagem, o diagnóstico de enfermagem vem sendo aprimorado desde os escritos de Nightingale e define-se por “colocar o paciente nas melhores condições para que a natureza haja sobre ele”, tendo como objetivo estruturar o conhecimento de enfermagem com base nos problemas levantados, descrevendo e desenvolvendo um fundamento científico confiável conforme as necessidades dos pacientes (2).

Com a evolução dos estudos no que se refere ao diagnóstico, houve a criação de um sistema de classificação o que proporcionou aos enfermeiros um referencial comum, até então baseados somente em diagnósticos médicos, definindo a prática de enfermagem, aumentando a responsabilidade dos mesmos e proporcionando uma comunicação oral e escrita mais fácil e eficiente(2).

Em 1990, a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) aprovou a definição de diagnóstico de enfermagem sendo "um julgamento clínico às respostas do indivíduo, família ou comunidade aos processos de saúde, proporcionando a base para as intervenções de Enfermagem"(3).

A metodologia de NANDA se caracteriza por diagnósticos de enfermagem que proporcionam um mecanismo útil para a estruturação do conhecimento de enfermagem, em uma tentativa de definição do papel e do domínio próprios do enfermeiro. A enfermagem necessita de um sistema de classificação, ou uma taxonomia, para descrever e desenvolver um fundamento científico para o preenchimento dos critérios de profissionalização. O uso de um sistema de classificação para identificar o domínio da enfermagem proporciona aos enfermeiros uma estrutura referencial comum. Um sistema unificado de termos estabelece uma linguagem comum para auxiliar a dirigir os enfermeiros na avaliação dos dados selecionados, na identificação dos problemas(3).

A identificação da prática da enfermagem aumenta a responsabilidade dos enfermeiros ao avaliarem os pacientes, determinarem os diagnósticos e proporcionarem as intervenções adequadas a ele. O conhecimento da responsabilidade exclusiva da enfermagem estimula, por sua vez, a aquisição de novos conhecimentos e habilidades na intervenção para a solução destes problemas(4).

Com a finalidade de verificar as reais necessidades dessa clientela internada no hospital, bem como de seus familiares promovendo assim uma continuidade da assistência de enfermagem, foi implementada a sistematização da assistência de enfermagem, a qual deu subsídio para o estabelecimento dos diagnósticos de enfermagem segundo a Taxionomia da NANDA(3).

O diagnóstico de enfermagem foi definido na 9ª conferência da NANDA como "um julgamento clínico das respostas do indivíduo, da família ou da comunidade aos processos vitais ou aos problemas de saúde atuais ou potenciais, os quais o enfermeiro é responsável" (5).

Estes diagnósticos obedecem a um método útil para organização do conhecimento da enfermagem, dado que um dos requisitos para uma ocupação alcançar o status de profissão e possuir um corpo de conhecimentos próprio e desenvolver ações com autonomia e autodeterminação (2).

Ainda que existam várias propostas de uniformização da terminologia usada pelos enfermeiros ao se referiam ao mesmo problema de saúde do cliente, a que vem ganhado maior destaque é a apresentada pela NANDA, grupo de estudo preocupado com o assunto, desde a década de 70, atualmente publicada como (4).

O presente estudo propõe-se a descrever os diagnósticos de enfermagem mais comuns, proposta pela NANDA, encontrados nos pacientes internados no Hospital regional de Assis, utilizando definição diagnóstica, as características definidoras e os fatores relacionados ou de risco, conforme a taxionomia da NANDA (4).

2. OBJETIVO

Identificar os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes utilizando a linguagem da NANDA em unidades de internação de um Hospital Geral,

3. METODOLOGIA

3.1. LOCAL

Este estudo foi desenvolvido no Hospital Regional de Assis no período de fevereiro á Agosto de 2005. O referido Hospital dispõe de 139 leitos, atendendo pacientes com diversos agravos internados nas clínicas especializada, médica, cirúrgica, obstétrica, psiquiátrica, UTI neonatológica e adulto.

A equipe do referido Hospital é multidisciplinar, composta por médico, enfermeiro, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, nutricionista, farmacêutico e auxiliar de enfermagem.

O estudo contou com a participação de todos os enfermeiros do referido hospital onde elaboraram os diagnósticos junto aos pacientes internados.

3.2. ORGANIZAÇÃO DO INSTRUMENTO: HISTÓRICO DE ENFERMAGEM

Para a implementação do estudo, necessitamos inicialmente fazer algumas modificações no processo de trabalho dos enfermeiros que atuam nas unidades, procurando uma nova organização no processo da sistematização da assistência de enfermagem até então utilizada.

Tais modificações envolveram a elaboração de um instrumento para a coleta de dados embasados no referencial de HORTA (1979)(6); treinamento do pessoal que desenvolve a assistência de enfermagem, conscientização dos demais membros da equipe e construção de um novo instrumento para registro de enfermagem diário. O referido instrumento, constou de dados para a identificação do paciente, espaço destinado a anaminese incluindo aqui a queixa principal do pacientes e exame físico considerando os diferentes sistemas para o registro dos achados. Vale considerar que este instrumento foi testado para verificar sua viabilidade e aprovado pelos enfermeiros da instituição.

3.3 – PREPARO DA EQUIPE

Inicialmente foi proposto para os enfermeiros do referido Hospital uma adequação no processo de trabalho relacionado à sistematização da assistência de enfermagem, visto que através da própria análise destes profissionais, não havia uma organização no desenvolvimento deste processo. Neste sentido, após várias discussões decidiu-se em continuar a utilizar o referencia de Horta (1979), no entanto, incluir na elaboração diagnóstica a linguagem da NANDA.

O primeiro passo então foi programação de capacitações para o entendimento do diagnóstico de enfermagem segundo NANDA, e assim foi executado incluindo teoria e prática. Vale ressaltar que neste treinamento houve a readequação do histórico de enfermagem até então utilizado e a sua validação pelos próprios enfermeiros do hospital.

Após a organização do histórico de enfermagem e treinamento dos enfermeiros quando a validação dos diagnósticos de enfermagem utilizando a linguagem da NANDA, iniciou-se a coleta de dados, sendo que cada enfermeiro aplicou o Histórico de Enfermagem na clínica de sua responsabilidade.

3.4 - DETERMINAÇÃO DO DIAGNÓSTICO

De posse do Histórico de Enfermagem devidamente preenchido pelos enfermeiros, foi então realizadas várias reuniões para apresentação dos diagnósticos estabelecidos e organização quanto ao número de vezes que estes apareceram nos pacientes internados, considerando as diferentes clínicas de internação. Neste sentido, todos os enfermeiros envolvidos no processo de trabalho, puderam compartilhar e discutir sobre a validação dos diagnósticos apresentados, compreendendo melhor o fator relacionado ou de risco, bem como as características definidoras de cada um dos diagnósticos, propiciando até uma comparação quando estes diagnósticos se apresentavam em igualdade, porém em unidades de internação diferentes.

Para melhor organização da validação dos diagnósticos, utilizamos o processo diagnóstico segundo o proposto por Helland (1995)(7), através da análise (categorização dos dados e identificação das lacunas) e síntese (agrupamento dos dados); aplicação de modelos, normas, conceitos, teorias e padrões apropriados e comparados com os padrões do paciente; a identificação de resposta humana incluindo suas capacidades e problemas de saúde e a identificação de fatores que contribuem para as respostas do cliente. Ressaltamos que consideramos como diagnósticos mais freqüentes, aqueles que apareceram em igual ou maior que 70% dos diagnósticos estabelecidos, e que as unidades de internação as quais foram coletados os dados para a execução deste trabalho foram: Clínica médica com média de taxa de ocupação em torno de 65,73% (30 leitos), Clínica cirúrgica 52,80% (32 leitos), Clínica de especialidades 62,86% (20 leitos), Obstetrícia 68,43% (16 leitos) e Psiquiatria 86,67% (16 leitos).

Para discussão do diagnóstico de enfermagem, considerou-se o proposto pela NANDA(8) que compreende: título, fatores relacionados e características definidoras.

3.5 - TIPO DE ESTUDO E MÉTODO DE ANÁLISE

Trata-se de um estudo caracterizado como descritivo, exploratório, de campo transversal, com abordagem quantitativa, onde utilizamos análise estatística para apresentação dos dados com números absolutos e dispostos em tabelas para interpretações de cada variável analisada.

3.6 - POPULAÇÃO DO ESTUDO

Fizeram parte de nosso estudo pacientes de ambos os sexos, independente da idade, internados na unidade de clínica médica, cirúrgica, especializada, obstétrica e psiquiatria, no período de fevereiro á Agosto de 2005.

3.6 - ATIVIDADES PRELIMINARES À EXECUÇÃO DO TRABALHO.

Considerando que nosso estudo envolveu pacientes internados, encaminharemos inicialmente o projeto de pesquisa para apreciação junto ao Comitê de Ética em Pesquisa, o qual manifestou parecer favorável ao trabalho, mesmo considerando que o estabelecimento de diagnóstico de enfermagem, ao nosso ver, é função do enfermeiro, e que em nenhum momento haveria exposição do pacientes que necessitasse da utilização de termo de consentimento.

4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

O trabalho diário do enfermeiro faz com que ele desenvolva funções que vão desde o gerenciamento das questões burocráticas da unidade até assistir os pacientes que estão sob sua responsabilidade.

Para tanto se faz necessário que o profissional desenvolva mecanismos que facilitem sua prática diária possibilitando que ele possa equacionar seu dia de forma que tenha disponibilidade para cumprir todas as suas funções.

Uma das alternativas utilizada pelo enfermeiro para que ele possa organizar seu trabalho é o desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem, utilizando para tal o diagnostico de enfermagem da NANDA e as prescrições correspondentes, disponibilizando-os em formulário de enfermagem pré-impressa.

Ao avaliarmos os resultados do estudo, identificamos que os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes nas unidades de internação do Hospital onde foi realizado o estudo, estão distribuídos de forma bastante abrangentes conforme apresentados nos quadros abaixo.

Vale considerar que todos os diagnósticos de enfermagem validados no presente trabalho, foram estabelecidos no primeiro dia de internação, através de um instrumento de coleta de dados já citado anteriormente.

TABELA I - Apresentação dos diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia de NANDA validados na unidade de clínica médica do HRA.

DIAGNÓSITICO DE ENFERMAGEM FATORES, RELACIONADOS E CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS.

n

osto de 2005.

%

Conhecimento deficiente. relacionado à limitação cognitiva, caracterizado por verbalização do problema.

26

86,6

 

Integridade da pele prejudicada. relacionado à fatores Mecânicos / umidade / imobilização física, caracterizado por invasão de estruturas do corpo / destruição de camadas da pele.

26

86,6

 

Mobilidade física prejudicado. relacionado à diminuição força / controle e ou massa muscular, caracterizado por capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras grossas /finas / dificuldade para virar-se.

23

76,6

Risco para infecção. Fatores de risco: procedimentos invasivos, defesas primária inadequada.

23

76,6

 

 

Risco para aspiração. Fatores de risco: associada à alimentação por sonda / nível de consciência reduzida / presença de traqueostomia.

21

70

Desobstrução ineficaz das vias aéreas. relacionado à secreções nos brônqueos, espasmo de via aérea, caracterizado por dispnéia / tosse ineficaz / ruídos.

21

70

 

Dor aguda. relacionado à agentes biológicos, caracterizado por relato verbal codificado / gestos protetores / expressão facial.

21

70

 

Perfusão tissular renal ineficaz. relacionado à Interrupção do fluxo arterial glomerular, caracterizado por alteração PA, oligúria, anúria, aumento da creatinina

21

70

Eliminação urinária prejudicada. relacionado à Infecção trato urinário / dano sensório motor, caracterizado por incontinência urinária / disúria.

21

70

TABELA II - Apresentação dos diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia de NANDA validados na unidade de clínica cirúrgica do HRA,

DIAGNÓSITICO DE ENFERMAGEM FATORES, RELACIONADOS E CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS

n

%

Integridade da pele prejudicada. relacionado à fatores mecânicos, umidade, imobilização física, caracterizado por invasão de estruturas do corpo, destruição de camadas da pele e rompimento da superfície da pele.

30

93,7

Ansiedade. relacionado aos procedimentos pré e pós cirúrgicos, ameaça ou mudança no estado de saúde, caracterizado por insônia, inquietação, observação atenta e vigilância.

28

87,5

Risco para infecção. Fatores de rico: procedimentos invasivos, defesas primárias inadequadas, desnutrição.

26

81,2

Risco para Aspiração. Fatores de risco alimentação por sonda, nível de consciência reduzido, presença de traqueostomia.

25

78,1

Mobilidade física prejudicada. relacionado à diminuição de força, controle e ou massa muscular, caracterizado por capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras grossas/finas, amplitude limitada de movimentos.

25

78,1

Dor aguda relacionado à agentes lesivos físicos e biológicos, isquemia pós cirúrgica, caracterizado por relato verbal ou codificado, gestos protetores, expressão facial, fadiga e anorexia.

25

78,1

Perfusão tissular prejudicada. relacionado à interrupção do fluxo arterial e venoso, caracterizado por edema, pulso fraco ou ausente, cicatrização lenta e descoloração da pele.

23

71,8

 

TABELA III -. Apresentação dos diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia de NANDA validados na unidade de clínica especializada do HRA,

DIAGNÓSITICO DE ENFERMAGEM FATORES, RELACIONADOS E CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS

n

%

Integridade da pele prejudicada. Relacionado à fatores mecânicos, umidade, imobilização física, caracterizado por invasão de estruturas do corpo, destruição de camadas da pele e rompimento da superfície da pele.

18

90

Mobilidade física prejudicada. relacionado à diminuição de força, controle e ou massa muscular, caracterizado por capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras grossas/finas, amplitude limitada de movimentos

17

85

Ansiedade. relacionado aos procedimentos pré e pós-cirúrgicos, ameaça ou mudança no estado de saúde, caracterizado por insônia, inquietação, observação atenta e vigilância.

17

85

Risco para infecção. Relacionado à procedimentos invasivos, defesas primárias inadequadas, desnutrição.

16

80

Risco para Aspiração. Fatores de risco à alimentação por sonda, nível de consciência reduzido, presença de traqueostomia

16

80

Dor aguda Relacionado à agentes lesivos físicos e biológicos, isquemia pós cirúrgica. Caracterizado por relato verbal ou codificado, gestos protetores, expressão facial, fadiga e anorexia.

15

75

Perfusão tissular prejudicada. relacionado à interrupção do fluxo arterial e venoso, caracterizado por edema, pulso fraco ou ausente, cicatrização lenta e descoloração da pele.

15

75

TABELA IV – Apresentação dos diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia de NANDA validados na unidade de clínica obstétrica do HRA,

DIAGNÓSITICO DE ENFERMAGEM FATORES, RELACIONADOS E CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS

n

%

Amamentação ineficaz: relacionado a prematuridade, história prévia de fracassos na amamentação, anomalia do RN, caracterizado por persistência de mamilos doloridos ou criança que se arqueia e chora no peito,

15

93,7

Excesso de volume de líquidos: relacionado à demanda fisiológica da gravidez, caracterizado por edema, ganho de peso, DHEG,

14

87,5

Déficit de conhecimento: relacionado por falta de informações sobre o cuidar do Bebê, evolução puerperal, caracterizado por relato verbal.

14

87,5

Ansiedade: relacionado por trabalho de parto, separação de mãe/Rn, patologia do Rn, caracterizado a preocupações expressas e inquietação.

14

87,5

Risco para infecção: fatores de risco: aumento de secreção vaginal secundário a modificação hormonal, ruptura das membranas amnióticas, procedimentos invasivos

13

81,2

Dor aguda: relacionadas por trabalho de parto, procedimento cirúrgico, caracterizadas por relato verbal, expressões faciais.

13

81,2

Risco para lesão materno fetal: fatores de risco: demandas fisiológicas da gestação, fetos múltiplos, alterações dos SSVV.

12

75

 

TABELA V - Apresentação dos diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia de NANDA validados na unidade de clínica psiquiátrica do HRA,

DIAGNÓSITICO DE ENFERMAGEM FATORES, RELACIONADOS E CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS

n

%

Risco de violência: autodirigida ou dirigida a outros – fatores de risco: atos francamente agressivos, destruição intencional de objetos; comportamento autodestrutivo ou atos agressivos, suicidas, humor deprimido e sentimento de menos valia.

15

93,7

Ansiedade- relacionado a exposição a toxinas, caracterizado por queixas somáticas, pensamento obsessivo e distúrbio na percepção do tempo

15

93,7

Confusão – relacionado a abuso de substâncias (drogas, álcool e delírios), caracterizado por agitação ou inquietação aumentada, flutuação no nível de consciência, alucinações.

15

93,7

Perambulação – relacionado a estado emocional especialmente agitação, frustração, ansiedade, tédio ou depressão, caracterizado por hiperatividade, entrar em local não autorizado, andar atrás ou seguir a locomoção intercalada com períodos não locomoção.

14

87,5

Suicídio – Fatores de risco: Verbais: ameaças de matar – se. Psicológicos: uso/abuso de álcool e substância. Doença/transtorno psiquiátricos (por ex: depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar).

12

75

Processos familiares: relacionado a abuso de álcool, história familiar de alcoolismo, resistência ao tratamento, caracterizado por racionalização/negação de problemas, dependência, isolamento emocional / solidão.

12

75

Risco de angústia Espiritual: Fatores de risco: doença mental,, baixa auto-estima, abuso de substância.

12

75

A apresentação dos resultados demonstra os diagnósticos de enfermagem mais freqüentes encontrados em um Hospital Geral localizado na cidade de Assis – SP -, apontados nos registros feitos por enfermeiros no ato da admissão dos pacientes nas unidades dessa instituição, ou seja, aqueles que apareceram em porcentagem igual ou superior a 70%.

Ao avaliarmos a distribuição dos diagnósticos de forma geral, podemos observar que o diagnóstico Risco para infecção, Dor aguda e Ansiedade apareceram em quatro das cinco clínicas onde foram coletados os dados.

O diagnóstico Risco para infecção foi validado na Clínica médica (76,6%), Clínica cirúrgica (81,2%), Clínica de especialidades (80%) e obstetrícia (81,2%) prevalecendo como fator de risco os procedimentos invasivos.

No estudo desenvolvido em um hospital escola, onde foram levantados os principais diagnósticos de enfermagem em pacientes internados em UTI, foi identificado que dos 539 pacientes analisados, sendo 224 do sexo feminino (F) e 315 do sexo masculino (M), o diagnóstico mais freqüente foi Risco para Infecção(9).

Ao analisar pacientes em unidade de clínica médico cirúrgica na cidade de Londrina (PR) os pesquisadores(10) evidenciou que o diagnóstico Risco para infecção apareceu em 58,3% dos pacientes internados. Mesmo considerando que esta porcentagem não esta muito próximo ao encontrado em nosso trabalho, ainda assim consideramos relevante esta freqüência, acreditando que a infecção uma vez instalada gera agravos importante levando a risco de vida e aumento de custos hospitalares e/ou familiar

Dor aguda foi mais freqüente nas unidades médica (70%), cirúrgica (78,1%), especialidade (75%) e obstetrícia com (81,2%), o fatores relacionados encontrados foram na maioria agentes lesivos físicos e biológicos e as características definidoras prevalentes foram relato verbal ou codificado, gestos protetores, expressão e facial, fadiga.

O Diagnostico Dor Aguda foi encontrado em 62,5% dos indivíduos avaliados na UTI(11). Em estudo apresentado por Cyrillo(12), 74% (32) das vítimas de trauma apresentaram o diagnóstico supra citado, e Volpato (10), em um trabalho desenvolvido em um hospital de Londrina – PR-, encontrou o diagnóstico de Dor Aguda em 50% (30) dos clientes internados na unidade de Clínica médico-cirúrgica.

Salomé(13) em sua pesquisa com pacientes politraumatizados encontrou tal diagnóstico em 10% (3,3%) dos avaliados, no entanto os dados foram coletados através de descrição em prontuários, sendo assim, acreditamos que afasta em parte, do resultado real, já que se trata de um sintoma subjetivo – dor – que nem sempre é relatado por escrito, diferente de nossa coleta de dados que foram realizadas diretamente com o paciente.

O diagnóstico de ansiedade também foi comum nas clínicas de internação cirúrgica (87,5%), especialidade (85%), obstetrícia (87,5%) e psiquiatria (93,7%). Os fatores relacionados e características definidoras comuns foram encontrados somente na unidade cirúrgica e especialidade, a saber: relacionado aos procedimentos pré e pós-cirúrgicos, ameaça ou mudança no estado de saúde, caracterizado por insônia, inquietação, observação atenta e vigilância. Nas outras duas clínicas, acreditamos de que devido a ser uma especialidade médica com atenções à saúde um pouco diferenciada das demais os fatores relacionados e características definidoras também se tornaram diferenciadas em virtude do quadro clínico dos pacientes internados. Sendo assim, na obstetrícia os fatores relacionados são por trabalho de parto, separação de mãe/Rn, patologia do Rn, caracterizado a preocupações expressas e inquietação. Já na unidade de internação psiquiátrica foi relacionado a exposição a toxinas, caracterizado por queixas somáticas, pensamento obsessivo e distúrbio na percepção do tempo.

Ao avaliar os pacientes atendidos pelo serviço móvel de urgência (SAMU), observou que 43% deles apresentavam o diagnóstico de Ansiedade, sendo o fator relacionado que mais apareceu foi à ameaça de mudança do estado de saúde, o que também foi encontrado em nosso estudo(12).

Dos pacientes conscientes internados na UTI, somente 24,1% validaram o diagnóstico de ansiedade. Segundo o autor, o aparecimento deste diagnóstico esta relacionado à presença de dor e ao próprio ambiente da terapia intensiva, o qual acaba promovendo certa insegurança aos doentes por apresentar-se em situação critica de saúde. O autor descreve ainda que a ansiedade não surge sozinha, sendo a admissão hospitalar e os procedimentos invasivos os fatores que levam aos altos níveis de estresse, bem como a outros diagnósticos a serem estabelecidos(12).

Outros diagnósticos comuns e que foram validados em três das cinco clínicas onde desenvolveu a coleta de dados foram. Integridade da pele prejudicada, Mobilidade física prejudicada e Risco para aspiração, encontrado nas clínicas médica, cirúrgica e especialidade.

Na clínica médica o diagnóstico Integridade da pele prejudicada apareceu na clínica médica (76,6%), na cirúrgica (93,7) e na especialidade (90%) os fatores relacionados foram fatores mecânicos, umidade, imobilização física, caracterizado por invasão de estruturas do corpo, destruição de camadas da pele e rompimento da superfície da pele em 100% dos pacientes internados.

O aparecimento do diagnóstico de enfermagem integridade da pele prejudicada em apenas 12% (33) dos pacientes vítimas de trauma internados na UTI(13).

Outros autores(11) descrevem o referido diagnóstico em 96,8% (31) dos pacientes internados em UTI. Tal discrepância deve-se ao fato do pesquisador ter relacionado procedimentos invasivos como fatores relacionados ao prejuízo da integridade da pele, quesito não considerado neste estudo e nos demais supracitados, justificando as variações.

Mobilidade física prejudicada foi validada nos pacientes da clínica médica (76,6%), na cirúrgica (78,1) e na especialidade (85%). Os fatores relacionados foram diminuição de força, controle e ou massa muscular, caracterizado por capacidade limitada para desempenhar as habilidades motoras grossas/finas, amplitude limitada de movimentos em 100% dos pacientes internados nas clínicas.

O diagnóstico Risco para aspiração foi validado nas unidades, médica (70%), cirúrgica (78,1%), especialidade (80%). O que nos chama atenção em especial é que 100% dos fatores de risco são iguais nestas clínicas, ou seja, alimentação por sonda, alteração no nível de consciência e traqueostomia.

Em estudo realizado nos Estados Unidos(14) , onde foram analisados em torno de 477.000 registros de pacientes internados, mostrou que o número de diagnósticos de enfermagem apresentados por pacientes variou em média de 8 diagnósticos por cliente. Em nosso estudo, a média de diagnósticos encontrados foi de 7, no entanto, dentre os diagnósticos mais freqüentes encontrados pelos enfermeiros norte americanos, potencial para integridade da pele prejudicada, déficit de autocuidado para banho/higiene e integridade da pele prejudicada somente um deles integridade da pele prejudicada apareceu com certa consistência em nossos pacientes internados na clínica médica, cirúrgica e de especialidade. Não foram evidenciados Mobilidade física prejudicada e risco para aspiração.

Sabemos que a validação dos diagnósticos de enfermagem dependem da habilidade clínica dos enfermeiros, e que podem ser mais ou menos acurado(15). Diagnósticos menos acurados podem trazer muitas intervenções desnecessárias podendo levar a prejuízos na qualidade da assistência, neste sentido, acreditamos que a acerácea dos diagnósticos validados pelos enfermeiros deve ser uma prioridade nos serviços de enfermagem.

4 - CONCLUSÃO

Ao concluirmos o referido trabalho, pode identificar a prevalência de alguns diagnósticos como: conhecimento deficiente (86,6%), integridade da pele prejudicada (90%), amamentação ineficaz (93,7%), risco para violência, ansiedade e confusão (93,7%). No entanto, acreditamos também que o estabelecimento do diagnóstico de enfermagem proposto por NANDA, não é um processo fácil de fazer, levando em consideração as dificuldades apresentadas pelos profissionais enfermeiros no que se relaciona ao conhecimento sobre o referido assunto.

Neste sentido, acreditamos que uma vez adquirindo o conhecimento para a execução e implementação desta metodologia, o enfermeiro estará trabalhando no sentido de aprimorar seus conhecimentos e viabilizar uma prática fundamentada em princípios científicos, onde o cliente será o beneficiado, no sentido de que a assistência de enfermagem prestada será individualizada, tendo como enfoque um diagnóstico e não um problema, podendo facilitar ao profissional a viabilização da assistência de enfermagem e a avaliação dos cuidados a serem direcionados aos doentes sob sua responsabilidade.

Vale ressaltar que o processo de avaliação é um instrumento de extrema importância para o enfermeiro, visto que, sua utilização estará validando diariamente o diagnóstico e as ações de enfermagem, no sentido de mantê-los ou retirá-los do conjunto de cuidados a serem executados.

Esta avaliação será o carro chefe para a implementação dos cuidados, deverá estar registrado no impresso como forma legal no trabalho, não só do enfermeiro, mas de toda a equipe de enfermagem, procurando desta forma estabelecer um processo que permita mudanças diárias no padrão da assistência de enfermagem.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 Smeltzer SC, Bare BG.Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan, 2002.

2 Carpenito, LJ. Diagnósticos de enfermagem: aplicação à prática clínica. Porto Alegre (RS): Artes Médicas, 1997. 812p

3 Nóbrega ML. Garcia TR (Orgs) Uniformização da linguagem dos diagnósricos de NANDA: sistematização das propóstas do II SNDE. João Pessoa (PR): União, CNRDE/GIDE, 1994. 138 p.

4 NANDA - North American nursing diagnosis association. Nursing diagnosis: definitions and classification, Porto Alegre (RS): Philadelphia, 1997 - 1998. 113 p.

5 Farias JN et al. Diagnóstico de enfermagem: uma abordagem conceitual e prática. João Pessoa (PR): Santa Marta, 1990. 160 p.

6 Horta, WA. Processo de enfermagem. São Paulo(SP): EPU; 1979.

7 Helland AH. Nursing diagnosis: diagnostic process. In: Chirstensen, PJ. Kenney JW. Nursing process: application of conceptual models. 4th ed. St. Louis: Mosby, 1995 cap. 7, p. 120-138

8 NANDA North American Nursing Diagnosis Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2005-2006. Porto Alegre: Artmed,2006. 312p.

9 Siqueira, FPC. Barbosa, PMK. Evangelista, VC. Prevalência dos diagnósticos de enfermagem em pacientes internados em uma UTI. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM, 57, 2005, Goiânia. Anais eletrônicos do 57º Congresso Brasileiro de Enfermagem. Goiânia: Associação Brasileira de Enfermagem, 2005. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/57cbe/resumos/1791.htm. Acesso em: 18 set. 2006.

10 Volpato, MP. Diagnóstico de enfermagem em clientes internados em unidade médico-cirurgica. 2001. 120 f. Dissertação (Mestrado) - Escola de enfermagem de São Paulo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

11 Pasini, D. et al. Diagnósticos de enfermagem de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo (SP)1996 p. 501-518.

12 Cyrillo, RMZ. Diagnósticos de enfermagem em vítimas de trauma no atendimento avançado pré-hospitalar móvel. 2005. 249 f. Dissertação (Mestrado) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005.

13 Salomé, GM. Natureza, gravidade das lesões e diagnóstico de enfermagem em vítimas de trauma, internada em uma unidade de terapia intensiva. Rev. Nursing (São Paulo). 2005, p.578-582.

14 Delaney C, Reed D, Clarke M. Describing patient problems & nursing treatment patterns using mursing Minumun data Sets (NMD&NMMDS) & UHDDS Repositories. Proc AMIA Symp. 2000; 176-9

15 Lunney M, Maas Theoretical esplanations form combining NANDA, NIC and NOC. In: Dochterman JM, Jones DA. Unifying Nursing Languages: The harmonization os NANDA, NIC and NOC. Washington: Nurse Books.org, American Nurses Association; 2003. p. 35-45

 

 

 

 

 

 

Comentar


Código de segurança
Atualizar


SEO by AceSEF
 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack