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NECESSIDADE DE ORIENTAÇÃO A VISITANTES DE PACIENTES INTERNADOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
*Pedro Marco Karan Barbosa
**Rejane Silveira Fucuta
**Claudia dos Anjos Santos
Das nossas observações durante o atendimento aos pacientes em estado critico internados na unidade de terapia intensiva, pudemos identificar que os profissionais que atuam neste setor, não estão preocupados com o processo da humanização junto aos familiares dos doentes ali internados. Neste sentido, realizamos este trabalho procurando levantar as necessidades de orientação aos visitantes de pacientes internados na unidade de terapia intensiva. Trata-se de um estudo caracterizado como descritivo, exploratório, de campo transversal, com abordagem quantitativa, onde utilizamos análise estatística para apresentação dos dados Os dados foram coletados de 50 visitantes de pacientes internados na UTI, em horário de visita, através de um questionário constando de perguntas abertas e fechadas. Após a análise concluímos que há necessidade de melhor orientação aos familiares por parte equipe multiprofissional objetivando minimizar o sofrimento e angustia dos visitantes, procurando desta forma a qualificação e humanização da assistência.
Palavras chaves: Visitantes, pacientes, terapia intensiva
NECESSARIES INFORMATIONS TO VISITANTS OF INTERNED PATIENTS AT INTENSIVE CARE UNIT
Our observations during the treatment to the patients in critical situation at I.C.U., we could identify professionals from this Unit aren’t worried with the humanization process next to the patients’ family. We realized this research trying to find out the necessaries informations to the visitants’ patients from I.C.U. That’s descriptive, exploratory study, of transverse field, with quantitative boarding, we utilized statistical analysis to data showing. The data were colected from 50 patients’ visitants from I.C.U. in the visiting time, through one questionary with opened and closed questions. After the analysis we concluded there is the necessity of better orientation to the families from work-team trying to decrease the visitant’s suffering and anguish and to improve the care qualification and humanization.
Key Word: Visitants, informaticns, intensive care
NECESIDAD DE ORIENTACIÓN A LOS VISITANTES DE PACIENTES INTERNADOS EN LA UNIDAD DE TERAPIA INTENSIVA
De acuerdo com nuestras observaciones durante el atendimiento a los pacientes en estado crítico internados en la unidad de terapia intensiva, pudimos identificar que los profesionales que actuan en este sector no están preocupados com el proceso de humanización junto a los familiares de los enfermos internados allí. En este sentido, realizamos este trabajo buscando apuntar las necesidades de orientación a los visitantes de pacientes internados en la unidad de terapia intensiva. Es un estudio caracterizado como descritivo, exploratorio, de campo transversal, com abordaje cantitativa, donde utilizamos analise estatística para presentación de los datos. Los datos fueron coletados de 50 visitantes de pacientes internados en la UTI, en horario de visita, por un cuestionario conteniendo preguntas abiertas y cerredas. Después de la análise, concluimos que existe necesidad de mejor orientción a los familiares por parte de un equipo multiprofesional, que tiene por objetivo disminuir el sufrimento y angustia de los visitantes, buscando de esta manera la calificación y humanización de la asistencia.
Palavras claves: Visitantes, orientacion, terapia intensiva
* Prof Dr. Do curso de enfermagem FAMEMA, Chefe do serviço de enfermagem do HC - I Marília
** Alunas do curso de enfermagem da FAMEMA
INRODUÇÃO
Das nossas observações atuando como enfermeiros na unidade de terapia intensiva, identificamos que as questões relacionadas a humanização da assistência aos familiares de pacientes internados neste setor ainda deixa muito a desejar, visto que, não faz parte da prática dos profissionais que atuam nesta unidade o acolhimento destas pessoas.
Preocupados com as questões da humanização hospitalar no que se refere as necessidades destes familiares, procuramos inicialmente fazer um diagnóstico da nossa realidade, onde após questionamentos e observações relacionadas as atuações dos trabalhadores deste setor, identificamos que ainda há necessidade de melhorar as relações com os familiares destes doentes, no sentido de humanizar a assistência.
Várias razões levam-nos a acreditar neste fato, pois identificamos alguns aspectos que contribuem para a falta de acolhimento aos familiares, dentre eles podemos citar a falta de tempo do profissional em dedicar um período de seu trabalho para comunicação com a família, a falta de conhecimento sobre o estado do doente, a falta de profissionais que obtêm conhecimento para aplicar a humanização, e principalmente a não compreensão por parte dos trabalhadores da área hospitalar no que se relaciona as necessidade dos visitantes de paciente internados na UTI.
Além desse fatores, ainda verificamos que na relação social as dificuldades de comunicação são reais, e atuam como verdadeiros empecilhos quando ao comunicarmos com a famílias dos doentes usamos de terminologias científicas como instrumento de interação social, prejudicando assim a relação entre o profissional de saúde e a família.
Neste sentido é que nos propusemos a realizar este estudo, com vistas a levantar as necessidades do visitantes de paciente internados na UTI do Hospital de Clínicas de Marília, na tentativa de buscar subsídios que possam fundamentar melhor nossas ações e orientações ao familiares deste pacientes.
MARCOS DE REFERÊNCIA
O impacto da doença grave sobre o sistema familiar vem sendo analisado desde a década de 60 por vários autores que destacam a influência da família sobre o doente, tanto na recuperação imediata quanto a longo prazo(1).
Nas últimas duas décadas, tem havido um movimento de se recriar e redescobrir como a família possa ser envolvida na prática de enfermagem (2).
Nos últimos anos, vários autores(3) vêm se preocupando bastante com a inclusão da família no processo de cuidar, sendo que esta não deve ser vista como um auxilio ao nosso trabalho, mas como indivíduos a serem cuidados também pela enfermagem.
A internação em UTI sempre se configura como uma situação traumatizante para o paciente e sua família. Porém, informações claras, precisas e em linguagem simples podem contribuir para a tranqüilização da família nessa situação difícil(1).
No Manual de Enfermagem da UTI do Hospital Governador Celso Ramos(4), encontramos que, alem da manutenção da vida do doente internado neste setor de alta complexidade, um dos objetivos é de manter a família informada sobre o estado do paciente, garantindo também uma completa assistência de enfermagem que estabeleceria o elo entre o enfermeiro - paciente - família.
Outro autor(5) descreve que a hospitalização em uma UTI é uma provação com a seguinte realidade: perda da independência, da atividade ficando o seu quadro de vida amplo, agora restrito, limitado, isolado; perda de contato com o ambiente familiar, social, profissional provocando esta separação uma situação de abandono que pode ser ressentida como tal; estado de ansiedade, de intensidade variável conforme o indivíduo, apresentando a angústia de morte, o medo dos sofrimentos físicos intensos.
A assistência de enfermagem ao paciente da UTI, não abrange somente o doente internado, mas também a relação com seus familiares, que ansiosos devido ao estado de gravidade do paciente, necessita de orientação e apoio da equipe de enfermagem, cabendo a esta estar sensibilizada aos acontecimentos e prestar toda assistência necessária(6).
Na descrição dos autores(7) enfatizam que existem poucos estudos realizados sobre as necessidade dos familiares dos paciente da UTI em relação as visitas. O regulamento da maioria dos hospitais estabelecem restrições quanto à visitas aos doentes mesmo considerando que os familiares tenham necessidade de estar perto de um parente criticamente enfermo.
O mesmo autor ainda relata que à alteração emocional apresentada pelo paciente ao ser visitado pode ser a manifestação de emoções que estariam até o momento reprimidas.
Sabe-se que para o familiar, a ansiedade é esperada, uma vez que a internação nesta unidade é sempre associada a condição de risco de vida, contudo, a presença de um familiar extremamente ansioso pode ser prejudicial ao doente e trazer maiores problemas. Além da situação crítica do paciente o próprio ambiente físico da UTI impõe estresse ao familiar, o equipamento sofisticado e tecnologia empregada pode dar ao ambiente aparência de frieza e desumanidade, ao mesmo tempo que o desconhecimento ou falta de informações com relação à utilidade do equipamento e aparelhos utilizados podem aumentar a tensão(8).
Atualmente a enfermagem busca uma assistência holística ao paciente, família e comunidade. Entretanto, observa-se que na prática têm-se dado pouca atenção às necessidades psicossociais, principalmente no que diz respeito a família, que também adoece e fica tensa quando um de seus membros adoece(9).
Para os autores(10,11,12) referem que as necessidade dos visitante de pacientes internados na UTI devem ser satisfeitas, pois é tão importante quanto cuidar do doente em estado crítico. As razões para isso são: alcançar uma aproximação holística ao cuidado do doente; reduzir os níveis de estresse que, se forem elevados, poderão fazer com que as pessoas queiram fazer visitas mais assíduas e reduzir os níveis de estresse do todos os profissionais que tratam do doente.
O pesquisador(12) descreve que os visitantes dão pouca importância às sua necessidade pessoais. Isto se deve ao fato de que nesta situação a principal preocupação é do estado do doente. Há necessidade de saber o que o pessoal esta fazendo ao prestar assistência é maior do que suas próprias necessidade.
Segundo um dos autores(13) relata que os visitantes necessitam de ser capazes de comunicar com médicos e enfermeiros para saber sobre o estado do paciente e ainda completa que estes visitantes exigem saber dos profissionais sobre a assistência para satisfazerem da suas próprias necessidades.
Em um dos trabalhos foi descrito que há concordância da maioria dos enfermeiros que a hospitalização, freqüentemente desencadearia uma crise para o indivíduo e sua família. Durante a visita dos familiares o enfermeiro estabelece os primeiros contatos e partir daí, para que sua ação seja apropriada, é essencial que as necessidades do grupo familiar ou mesmo de apenas um dos membros sejam avaliadas rápida e minuciosamente. Para o enfermeiro essa avaliação constituirá um desafio maior do que o atendimento técnico científico que presta ao paciente internado na UTI(14).
Para vários autores(15) deve-se lembrar que a UTI é um local onde convivem seres humanos que de um modo ou de outro sofrem as condições do meio ambiente: pacientes, membros da equipe médica e de enfermagem, funcionários da secretaria, da limpeza, da nutrição, como também, ocasionalmente durante o período da visita, os familiares dos internados.
Todas estas considerações se fizeram necessárias para caracterizar o ponto almejado do nosso estudo que é o de levantar as necessidades do visitantes de pacientes da UTI, e trazer uma contribuição aos profissionais que atuam nesta unidade com vistas a buscar uma melhor assistência a estes doentes e seus familiares.
METODOLOGIA
Este estudo foi realizado na UTI do Hospital Escola de Marília, entidade pública de caráter estadual e federal. Este hospital atende a paciente nas mais variadas patologias clínicas e cirúrgica e é centro de referência para urgência/emergência, responsabilizando por cerca de seiscentos mil habitantes.
A UTI deste hospital consta de doze leitos destinados a atender pacientes clínicos e cirúrgicos, com uma média de ocupação de 80% segundo livro de registro da unidade.
Os pacientes apresentam diagnósticos variados, e recebem indicação para internação na mesma quando apresentam-se em estado graves, que necessitam de cuidados intensivos.
A equipe de enfermagem deste setor é composta de sete enfermeiros, dois técnicos de enfermagem e trinta e dois auxiliares de enfermagem , distribuídos nos períodos da manhã, tarde e noite.
Para a coleta de dados, inicialmente solicitamos apreciação do comitê de ética em pesquisa da instituição, a qual mostrou parecer favorável ao desenvolvimento do trabalho.
Os dados foram coletados de 50 visitantes de pacientes internados na UTI, em horário de visita (13:30 às 14.30 horas), após esclarecimento sobre a necessidade da elaboração da pesquisa e assinatura de um termo de consentimento por parte do entrevistado.
Após este consentimento, foi aplicado questionário elaborado pelos próprios autores constando de perguntas fechadas e abertas, procurando desta maneira identificar as necessidades destes familiares no que se relaciona a horários de visita e orientações sobre o paciente, normas da UTI, momento de receber informações e questionamentos dos visitantes sobre as duvidas.
Trata-se de um estudo caracterizado como descritivo, exploratório, de campo transversal, com abordagem quantitativa, onde utilizaremos análise estatística para apresentação dos dados com números absolutos e dispostos em tabelas para interpretações de cada variável analisada.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A seguir serão apresentadas as tabelas com os resultados obtidos através do questionário aplicado a 50 visitantes dos pacientes internados na UTI do Hospital Escola de Marília.
TABELA 1 - Distribuição do melhor horário para visitas a pacientes internados na UTI
segundos seus familiares.
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HORÁRIO PARA VISITAS
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%
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10:00 às 11:00
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02
|
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13:30 às 14:30
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70
|
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19:00 às 20:00
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26
|
|
Outro horário
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02
|
Verificamos nesta tabela que o melhor horário para visitas aos pacientes internados ma UTI do Hospital Escola de Marília segundo respostas dos 50 visitantes entrevistados é das 13:30 às 14:30, horário este já estabelecido no regimento do referido hospital.
Em uma das pesquisas consultadas(16), verificamos que a visita dos familiares aos pacientes internados na UTI de um Hospital Universitário de Santa Maria – HUSM, ocorre nos turnos de trabalho, por um período de 30 minutos, com a participação de quatro familiares para cada paciente, não sendo citado pelo autor qual o horário que estas visitas ocorrem.
No Centro de Terapia intensiva Clínico e Cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, há três horários de visitas, distribuídos nos turnos da manhã, tarde e noite, com 30 minutos de duração. O número de visitantes não é limitado, mas é permitida a entrada de uma pessoa de cada vez, com exceção de idosos, crianças e os casos que são combinados com a enfermeira. Entretanto, o desejo da equipe, é modificar os horários em vigor, por acreditar que a liberação de visitas, por 24 horas, venha trazer maiores benefícios a0s pacientes e familiares(17).
No entanto, também podemos constatar que não atendemos a necessidade de todos, mesmo assim, acreditamos que o horário atualmente estabelecido é o mais adequado, embora sabendo que o horário de visita deveria ser aberto, para melhor contemplar a necessidade de pacientes e familiares.
TABELA 2 - Distribuição das respostas referentes a necessidade de orientação sobre a
Unidade e o paciente.
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VECÊ GOSTARIA DE SABER
|
SIM
|
NÃO
|
TANTO FAZ
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TOTAL
|
|
|
VISIT. %
|
VISIT. %
|
VISIT. %
|
VISIT %
|
|
O que é a UTI ?
|
44 88
|
03 06
|
03 06
|
50 100
|
|
Qual o médico do paciente ?
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46 92
|
04 08
|
|
50 100
|
|
Qual a patologia do paciente ?
|
43 86
|
07 14
|
|
50 100
|
|
Qual o estado atual do paciente ?
|
46 92
|
04 08
|
|
50 100
|
|
Qual o tratamento do paciente ?
|
49 98
|
01 02
|
|
50 100
|
|
Se o paciente vai ficar bom ?
|
49 98
|
01 02
|
|
50 100
|
|
Quando vai receber alta da UTI ?
|
46 92
|
03 06
|
01 02
|
50 100
|
|
Sobre ao aparelhos ?
|
45 90
|
04 08
|
01 02
|
50 100
|
|
Qual o enfermeiro responsável ?
|
46 92
|
02 04
|
02 04
|
50 100
|
|
Quem está cuidando do paciente
|
47 94
|
01 02
|
02 04
|
50 100
|
Verificamos na tabela de numero 2, que a grande maioria dos visitantes dos paciente internados gostariam de saber sobre a dinâmica de trabalho desta unidade bem receber informações do estado do paciente. Vale ressaltar o que na literatura estudada, os autores também relatam sobre a necessidade de orientação aos familiares na tentativa de diminuir a ansiedade, o estresse e mantê-los informados sobre o estado do doente (10,12,13).
Uma das questões apontadas relata que freqüentemente é colocadas pelos familiares é em relação ao ambiente da UTI, que segundo os visitantes é assustador e repleto de aparelhos complicados, de tecnologia avançada, causando-lhes insegurança e medo(1).
Verificou também em um estudo que a maioria dos familiares encontrava suas necessidades satisfeitas pelos médicos e não pelos enfermeiros. Ela diz que isso pode ter ocorrido devido a imagem pública dos enfermeiros de não serem autorizados a responder a questões de diagnóstico, prognóstico, tratamento, mudanças na condição do paciente e coisas semelhantes(9).
Os enfermeiros, segundo complementam os pesquisadores, consideram que as orientações também devem ser realizadas por eles, pois são estes profissionais que estão todos tempo ao lado do doentes prestando assistência, no entanto, segundo eles, o ideal seria em conjunto com os médicos e outras equipes que trabalham neste setor(9).
TABELA 3 - Distribuição das respostas referentes orientações de normas da UTI.
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NORMAS
|
SIM
|
NÃO
|
TOTAL
|
|
VOCE SABE DO PORQUE :
|
VISIT %
|
VISIT. %
|
VISIT. %
|
|
Lavar as mãos antes de entrar na UTI ?
|
36 72
|
14 28
|
50 100
|
|
Não permitir entrar menor de 12 anos ?
|
34 68
|
16 32
|
50 100
|
|
Limitar o numero de visitantes ?
|
29 58
|
21 42
|
50 100
|
|
Limitar o horário de visitas ?
|
30 60
|
20 40
|
50 100
|
Verificamos na tabela de numero 3, que os visitantes dos paciente internados na UTI, ainda não são orientações o suficientes a respeito das normas utilizados na UTI para visitar os paciente internados. Acreditamos ser de grande valia estas orientações para melhor compreensão por parte dos familiares a respeito da organização institucional e proteção da pessoas e paciente.
Acredita-se que as orientações dadas na UTI são uma necessidade para o familiar e para o paciente e cabe a toda equipe faze-la, em especialmente ao enfermeiro e ao médico o desenvolvimento desta tarefa (9).
Somos partidárias de que devemos unir esforços no sentido de montarmos uma estrutura que permita a integração da equipe da UTI com o sujeito hospitalizado e seu familiar para a humanização da assistência, realizando, assim, um trabalho sistematizado, mais participativo, dinâmico e integralizador (3).
Para nós, os profissionais da UTI deverão ser capacitados para transmitir informações que não sejam estanques, ou somente voltada para o funcionamento da unidade, no sentido de prevenir este tipo de ocorrência, maléfica para o paciente, para o profissional, para a família e para a instituição.
TABELA 04 - Distribuição das respostas referentes ao momento de receber informações
dos pacientes internados na UTI.
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MOMENTO DA INFORMAÇÃO
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N.º DE VISITANTES
|
%
|
|
Antes da visita
|
21
|
42
|
|
Durante a visita
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11
|
22
|
|
Após a visita
|
09
|
18
|
|
Mais de uma alternativa
|
09
|
18
|
|
TOTAL
|
50
|
100
|
Verificamos na tabela de n.º 04 que os visitantes dos pacientes internados na UTI em sua maioria, referem a necessidade de receber informações do estado do doente, antes do horário da entrada na unidade para visita.
Portanto, acredita-se que uma orientação prévia dos familiares antes de entrarem na UTI é necessária, pois pode sanar dúvidas, diminuir tensões e ansiedades, além de permitir que o familiar ao visitar o paciente, fique mais atento ao mesmo, transmitindo segurança e não expressões de dúvidas(9).
Segundo estudo realizado na UTI do hospital São Francisco da Penitencia, cerca de 98% dos entrevistados relataram estar satisfeitos com a clareza e a objetividade das informações medicas proporcionadas momentos antes do inicio da visita hospitalar (18)
Acreditamos que estes familiares não devam ficar sem informações sobre o estado do doente, independente do momento em que a informação for passada, procurando com esse processo de comunicação diminuir a ansiedade destes visitantes. No entanto, a maneira como o profissional conversa com a família, certamente, irá influenciar suas percepções e crenças podendo moldar os resultados finais(1).
TABELA 5 - Distribuição dos questionamentos dos visitantes em relação ao paciente
internado na UTI e normas da unidade.
|
QUESTIONAMENTOS
|
N.º DE VISITANTES
|
%
|
|
Quanto ao uso ou não de máscara para visitar o paciente
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03
|
18
|
|
Quanto ao uso ou não de avental para visitar o paciente
|
04
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23
|
|
Quanto a não existência de uma lista de plantonista para dar informações
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01
|
06
|
|
Quanto ao curto período para visitas
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03
|
18
|
|
Quanto a não receber informações por telefone, mesmo quando reside em outra cidade
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01
|
06
|
|
Quanto ao uso do respirador
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02
|
11
|
|
Quanto a proibição da entrada de criança
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01
|
06
|
|
Quando a informações gerais sobre a UTI
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01
|
06
|
|
Quanto a indicação da internação na UTI
|
0l
|
06
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Verificamos na tabela 5, que mesmo quando damos informações aos visitantes dos pacientes que estão internados na UTI, ainda assim, existem outros questionamentos que são de estrema importância segundo a necessidade deles. Devemos sempre ao final das nossas orientações referentes as normas, rotinas e informações sobre o estado do paciente, manter um espaço aberto para permitir a expressão de dúvidas e tabus do familiar, procurando esclarecer a estes sobre os procedimentos médicos e de enfermagem , a doença do paciente e as rotinas referentes ao funcionamento da UTI.
Desta forma, podemos diminuir o estresse, ansiedade e medo dos visitantes desses pacientes e também melhorar o nosso processo de comunicação mantendo assim um melhor relacionamento com estes familiares.
Para os pesquisadores(17), os enfermeiros devem valorizar e preocupar-se com os visitantes de pacientes internados em UTI, esclarecendo as percepções destes, a fim de atender suas expectativas. Entretanto, no Centro de Terapia Intensiva Clínico e Cirúrgico do Hospital de Clínicas, de Porto Alegre, é o médico que conversa sobre o estado de saúde do paciente com um dos seus responsáveis, após a visita.
Segundo a mesma autora, observa-se através deste trabalho, que os visitantes têm necessidade de receber informações com freqüência, para não dizer a todo instante, porque se preocupam com seu doente e sabem que mudanças podem ocorrer.
CONSIDERAÇÕES FINAIS - DEVEM ATENDER AO OBJETIVO DA PESQUISA
Os enfermeiros que trabalham na UTI, devem ser capacitados para fornecer informações sobre o paciente, normas e rotinas da unidade e as orientações necessárias para os familiares. Para tanto, devem examinar suas práticas para assegurar-se que possuem informações adequadas para satisfazer as necessidades dos pacientes e seus familiares ou seja, tentar da melhor forma possível, prestar uma assistência enfocando o biopsicosocial e espiritual do cliente.
Em parte, isso poderá ser alcançado com a elaboração de um folheto explicativo com abordagem na orientação sobre a política de visitas, as normas institucionais, utilização dos equipamentos bem como manter um espaço aberto para receber críticas nos seus aspectos positivos e negativos em relação a unidade, procurando então adequar o mais próximo possível à realidade das informações.
Ainda assim, é necessário que prossigam as investigações que mostrem como a família vivencia diferentes experiências, trazendo novos modelos teóricos que permitam à enfermeira aprender o que está se passando com os familiares, dando mais sentido às proposições e à sua intervenção e, desta forma tentando prestar uma assistência integral, mais humanizada que vise o bem estar do usuário.
Uma vez mantendo-se os doentes e familiares informado, podemos satisfazer suas necessidades e alcançar uma aproximação holística aos cuidados, reduzindo assim o estresse do visitante, paciente e enfermeiro.
O presente trabalho permitiu-nos viver e acreditar mais intensamente sobre o trabalho de enfermagem mais humanizado. É hora de sistematicamente intervir prestando cuidados não só ao paciente mas também às famílias no sentido de ajudá-las a exteriorizar sua dor. Diálogos, novos modelos teóricos, pesquisas são essenciais `a efetivação dessa proposta. Além disso, a equipe multiprofissional deve estar capacitada para a orientação, onde cada elemento deverá estar consciente sobre o desenvolvimento de seu papel no momento de orientar.
Acreditamos também, que é necessário que ocorra uma troca de informações dentro desta equipe para que este grupo se complemente, e assim, ocorra um melhor relacionamento família- equipe.
É importante salientar que a enfermeiro tendo como uma das suas funções a orientação, torna-se fundamental que ele seja o elemento que tenha as informações necessárias do paciente, para que seja capaz esclarecer as dúvidas e fornecer uma orientação eficaz, uma vez que este profissional tem um contato maior com o paciente do que os outros elementos da equipe.
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