Graduação em Curso de Enfermagem e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Marília (1985).
Mestrado em Escola de Enfermagem pela Universidade de São Paulo Ribeirão Preto (1995).
Doutorado em Escola de Enfermagem pela Universidade de São Paulo Ribeirão Preto (2001)
Especialização: Enfermagem cardiovascular na modalidade de residência, Administração da assistência de enfermagem, Enfermagem médico cirúrgica e Terapia intensiva.

 

Pedro Marco Karan Barbosa

Professor Doutor - FAMEMA






Esqueceu seu login?
Sem perfil? Registre-se

Usuários Online

Nenhum

Ventilação Mecânica PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pedro Karan   
Seg, 12 de Outubro de 2009 23:58

I - INTRODUÇÃO

Sabemos que os ventiladores mecânicos foi um marco no tratamento da Insuficiência Respiratória, e que os avanços tecnológicos permitiram a construção de aparelhos extremamente complexos. Apesar destes avanços, a falta de conhecimento e de desenvolvimento nas pesquisas sobre a aplicação clínica destes novos recursos, foi responsável por um grande descompasso entre esta exuberância tecnológica e a melhora do prognóstico dos pacientes portadores de insuficiência respiratória.

Experiências têm demostrado que, em diversas situações, uma ventilação inadequada com o uso do respirador mecânico, pode causar danos pulmonares graves e às vezes irreversíveis.

Em nosso entender, uma adequada compreensão sobre as técnicas ventilatórias são de extrema importância, não só para permitir uma utilização de opções cada vez mais apropriadas à manutenção das trocas gasosas, mas também permitir uma utilização correta da tecnologia dos respiradores, permitindo uma recuperação precoce do paciente com insuficiência respiratória.

Apesar do conhecimento teórico adquirido sobre o assunto na disciplina de Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.), ainda como aluno do curso de Graduação em Enfermagem da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília (FUMES), nos deparávamos com sentimentos de medo e insegurança relacionados a assistência ao paciente com ventilação mecânica, principalmente por ainda não termos habilidades técnicas para assistir a esse paciente, visto considerar uma atividade de grande responsabilidade.

Dentre as atividades que executávamos ao paciente com ventilação mecânica, estava a de assistir a esse paciente durante o desmame do respirador, assunto esse que nos chamou atenção especial por tratar-se de não termos conhecimento clínico suficiente para avaliar a aceitação ou não do desmame.

Fomos então procurar na literatura, argumentos que pudessem fundamentar nossas ações junto a essa atividade, para podermos prestar assistência de enfermagem com conhecimento científico.

Esses conhecimentos, vieram reforçar ainda mais nossos interesses em continuar buscando respostas a uma série de questionamentos relacionados a problemática.

Nesse sentido é que nos propusemos a realizar esse estudo, com vistas a determinar quais os parâmetros clínicos para avaliar se o paciente está aceitando o desmame do respirador mecânico contribuindo assim na recuperação desse paciente.

II - INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA, SINAIS E SINTOMAS

A insuficiência respiratória, constitui hoje uma das grandes causas de internação de pacientes, levando à óbito se não diagnosticada e tratada a tempo..

Para CANUTTI (1), insuficiência respiratória é um dos processos fatais mais comuns encontrados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), afetando crianças e adultos.

O mesmo autor relata que ocorre um defeito no sistema respiratório que resulta numa tensão de oxigênio arterial ( PaO2 ) e/ou tensão de dióxido de carbono ( PaCO2 ), fora da faixa normal esperada onde o sistema pulmonar é incapaz de atender às demandas metabólicas do corpo.

O paciente fica agudamente dispnéico, a PaO2 é inferior a 50 mmHg com o paciente respirando em ar ambiente, a PaCO2 é superior a 50 mmHg e há uma diminuição no pH sangüíneo arterial. Nem todos os pacientes satisfazem a todos esses critérios, porém a maioria apresenta pelo menos dois deles.

Segundo SIMÃO e SIQUEIRA (4), insuficiência respiratória é uma complicação grave que pode ser verificada em várias patologias. Está baseada nas alterações fisiológicas que ocorrem devido desarmonias entre o centro respiratório, caixa torácica, difusão alvéolo-capilar e relação ventilação perfusão.

SMELTZER (6) e BARE (7), dizem que é uma alteração da função do sistema respiratório, onde o volume minuto e a ventilação alveolar estão diminuídos, podendo gerar um aumento da ventilação no espaço morto.

Os sinais e sintomas que compreendem a insuficiência respiratória são: alterações psíquicas, ansiedade, cefaléia, insônia, agitação transitória, torpor, perda da consciência, hipotensão arterial, taquicardia, sudorese, hipersecreção das glândulas salivares, aumento do débito cardíaco, taquipnéia ou oligopnéia e apnéia, dispnéia, vasodilatação dos vasos cutâneos, pele quente, aumento da resistência vascular pulmonar, vasodilatação cerebral, depressão miocárdica, cianose, oligúria, inquietação, tontura, miose, papiledema, bradicardia e coma. ( 1, 4, 6 ).

O uso do ventilador mecânico, é indicado quando há necessidade da manutenção da vias aéreas para manter as necessidades de oxigênio no organismo

III - VENTILAÇÃO MECÂNICA

Para DAVID, COSTA e SILVA (2), a ventilação mecânica é qualquer método de respiração que utiliza um aparelho mecânico para aumentar ou satisfazer completamente as necessidades respiratórias do doente.

Durante a respiração espontânea normal, o ar entra e sai dos pulmões graças à expansão da cavidade torácica e o relaxamento dos músculos, mantendo-se a hemostasia respiratória. A falência de qualquer das estruturas pode causar um insuficiente intercâmbio gasoso com recusa da ventilação mecânica.

Segundo CANUTTI (1), é um mecanismo utilizado nas situações de falha do sistema ventilatório para apoiar parcial ou totalmente a ventilação, cobrindo apenas duas funções fisiológicas: a primeira é a manutenção da ventilação de acordo com as necessidades metabólicas e a condição preexistente do paciente; e a segunda, é a prevenção da deterioração mecânica dos pulmões através da manutenção

dos volumes e características elásticas pulmonares.

Alguns autores (3), dizem que durante a ventilação mecânica, uma quantidade de gás deve ser ciclicamente transportada através do sistema respiratório, desde as vias aéreas superiores até aos alvéolos, mantendo uma relação entre a pressão aplicada sobre as vias aéreas, o fluxo inspiratório e o volume de gás colocado através do sistema respiratório, sendo os mesmos estabelecidos de acordo com a insuficiência a ser vencida na vias aéreas superiores e no tecido pulmonar.

SMELTZER e BARE (6) relatam que é uma ventilação realizada por um aparelho de pressão positiva que mantém automaticamente a respiração por longos períodos de tempo.

IV - INDICAÇÃO DA VENTILAÇÃO MECÂNICA

Para SIQUEIRA e SIMÃO (4), a indicação da ventilação mecânica se prende à constatação da falência dos pulmões, onde não ocorrem trocas gasosas entre alvéolos e capilares em níveis compatíveis com a vida. O respirador, garante a manutenção da vida para que possam ser corrigidos os fatores que desencadeiam a insuficiência respiratória.

Segundo DAVID,COSTA e SILVA (2); SMELTZER e BARE (6), a indicação do uso do ventilador mecânico esta associado à algumas patologias como: insuficiência respiratória, doença pulmonar obstrutiva crônica, administração de depressores respiratórios, distúrbios neuromusculares, intoxicações medicamentosas, parada cardíaca, traumatismo torácico, insuficiência ventricular esquerda e edema pulmonar, embolia pulmonar etc...

V - CLASSIFICAÇÃO DOS VENTILADORES

Vários autores relatam sobre a classificação dos ventiladores, dentre eles podemos destacar, relatam que os ventiladores ciclados a pressão em última análise, nada mais são que os antigos compressores. Existem vários mecanismos que determinam esta periodicidade, ou seja, interrompem a injeção de ar nas vias aéreas. De acordo com estes diferentes mecanismos, os respiradores por pressão positiva podem ser classificados em; (1, 2, 3, 4, 7.)

1 - Respirador ciclado por tempo - a insuflação respiratória se faz num tempo predeterminado, e não é variável com as características pulmonares do paciente.

2 - Respirador ciclado por pressão - a pressão máxima de insuflação é predeterminada e a fase inspiratória termina quando a pressão que se determinou é atingida.

3 - Respirador ciclado por volume - o volume corrente insuflado é predeterminado pelo operador e não varia quando ocorrem modificações de complacência ou resistência das vias aéreas.

Os mesmos autores ainda classificam os ventiladores por modalidades que podem ser:

1 - Ventilação controlada - fornece inspiração em intervalos preestabelecidos, tendo a freqüência respiratória e o volume corrente programado.

2 - Ventilação assistida / controlada - a máquina fica condicionada no sentido de responder aos esforços inspiratórios do doente, mas realiza os ciclos automaticamente numa freqüência estabelecida na ausência de tais esforços.

3 - Ventilação mandatória intermitente - combina a ventilação espontânea com a controlada

4 - Ventilação mandatória intermitente sincronizada - o ventilador tem a capacidade de sincronizar as respirações mecânicas preestabelecidas com o esforço respiratório do doente.

5 - Ventilação mandatória minuto - um doente apneico recebe um volume minuto mandatório predeterminado de forma não distinta da ventilação mecânica controlada convencional. Se o doente respirar espontaneamente, o ventilador fornece apenas a diferença entre a ventilação espontânea e o volume minuto mandatório predeterminado.

6 - Ventilação mandatória minuto estendida - permite ao doente aumentar a ventilação minuto através da ventilação mandatória estendida. O termo estendida significa que o doente pode ser insuflado com um volume superior ao volume minuto selecionado no ventilador.

7 - Ventilação com pressão assistida - é um tipo de ventilação espontânea em que o doente está conectado a uma prótese ventilatória, sendo responsável pela freqüência respiratória e o volume corrente de cada ciclo, com uma pressão pré-programada para auxiliar em esforços inspiratórios.

8 - Ventilação espontânea com pressão positiva nas vias aéreas - o doente assegura totalmente a sua respiração espontânea, estando no entanto, conectado a uma prótese ventilatória que mantém nas suas vias aéreas uma pressão positiva preestabelecida de forma contínua. Na prática, o doente está conectado a um sistema de apoio ventilatório, inspirando e expirando espontaneamente com maior ou menor profundidade, freqüência e regularidade, a um nível de pressão superior ao da pressão atmosférica.

9 - BIPAP - é uma função opcional para a respiração espontânea com pressão positiva nas vias aéreas, com a escolha de dois diferentes níveis de pressão.

VI - DESMAME DO VENTILADOR MECÂNICO

Para SMELTZER e BARE (6), o desmame do ventilador acontece em três estágios, onde o paciente é gradualmente desmamado do ventilador; do tubo endotraqueal ou traqueostomia e do oxigênio, é utilizado no período mais precoce possível, conduzido com a segurança do paciente. O desmame é iniciado quando o paciente está se recuperando do estágio agudo de seus problemas, ou a causa da insuficiência respiratória foi suficientemente reduzida.

A preparação psicológica adequada é importante antes e durante o processo de desmame, identificando o seu papel durante o procedimento, diminuindo sua ansiedade e preocupação diante de sua responsabilidade em reassumir o controle de sua respiração espontânea.

A mesma autora, ainda relata que não existe o “melhor” método de desmame. O sucesso depende da combinação adequada do paciente, preferência do médico, protocolo da unidade, equipamento disponível e pessoal de cuidados de saúde com conhecimento.

DAVID, COSTA e SILVA (2), relatam que o desmame consiste em separar o doente de uma modalidade de tratamento respiratório da qual ele se torna dependente, tornando-se necessário contemplar duas situações: o apoio ventilatório de curta duração e o de longa duração.

Deve-se dar início quando o processo patológico que originou o suporte ventilatório estiver resolvido ou melhorado, analisando-se o tempo curto para não causar fraqueza muscular e todas as complicações causadas pela intubação endotraqueal, prolongada ou precocemente ocasionando efeitos psicológicos e fisiológicos.

Estes autores dizem ainda que, se o desmame ventilatório foi feito com sucesso e se o doente conseguir realizar sem esforço de forma eficaz o trabalho respiratório, pode-se pensar numa extubação endotraqueal. Antes da extubação, deve-se fazer um preparo psicológico e fisiológico do doente explicando o que vai se fazer e como poderá colaborar, fazer uma toalete brônquica e eficaz, monitorizar freqüência respiratória e cardíaca e fazer um eletrocardiograma e, finalmente ter material de reanimação e intubação preparado e disponível, pois após a extubação pode ocorrer edema laríngeo ou um granuloma.

A maioria dos pacientes submetidos ao suporte de ventilação mecânica pode ser fácil e rapidamente retirado do respirador, assim que a condição crítica responsável pela instituição da ventilação artificial é tratada ou estabilizada. Em alguns casos porém, dos pacientes não conseguirem ser removidos do ventilador mecânico numa primeira ou segunda tentativa consecutiva, geralmente correspondendo a um grupo particular de paciente com patologias pulmonares prévias, cardiopatias, grandes cirurgias abdominais e ou torácicas. É nestes casos que se faz necessário um perfeito entendimento do todos os fatores ligados ao sucesso/insucesso de um desmame, assim como uma boa familiaridade com as novas técnicas ventilatórias e programas de treinamento muscular

A causa fundamental do insucesso do desmame, quase sempre pode ser analisada sob o ponto de vista de um desbalanço entre a capacidade ventilatória diminuída e a demanda ventilatória aumentada de longa duração. (3)

Para SIQUEIRA E SIMÃO (4 ), o desmame deve se iniciar assim que as causas da insuficiência respiratória tenham sido tratadas. A gasometria arterial deve estar dentro dos parâmetros da normalidade, ou seja, em valores semelhantes aos anteriores à descompensação. Toda medicação sedativa deve ser cessada e a ventilação deve passar de controlada para assistida. O paciente deve ser retirado durante 5 minutos do respirador na primeira hora, e assim por diante, aumentando o tempo de retirada gradativamente de acordo com o aceite do paciente

A respiração controlada intermitente, faz com que o paciente assuma sua própria respiração de modo gradativo, sem ser retirado do respirador. É um método de desmame fisiológico.

TRATAMENTO DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA CRÔNICA NO ADULTO (8), é a etapa final do tratamento e envolve passagens como: ventilação controlada para assistida, desta para liberação de oxigênio e vapor para cânula endotraqueal, via tubo conector em T, e daí para extubação.

VII - PARÂMETROS DE PREVISÃO DE UM DESMAME BEM SUCEDIDO

Para SIMPÓSIO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA (3), alguns critérios e condições clínicas básicas que devem estar presentes em um processo de desmame:

1- estabilidade cardiovascular - bom débito cardíaco para um adequado funcionamento da musculatura diafragmática e oferta de oxigênio satisfatória;

2- estabilidade da mecânica respiratória - broncoespasmo, edema pulmonar, atelectasias e secreções devem estar sobre controle;

3- estabilidade das trocas gasosas - saturação arterial acima de 90% com uma fração de inspiração de oxigênio (FiO2) de 40% ou menor, e não deverão haver grandes variações na pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2) durante o processo de desmame. O espaço morto não deverá ser excessivo o que se traduz pela necessidade de volume minuto abaixo de 15 l/min. Evitar sobrecarga calóricas durante o desmame;

4- estabilidade hidroeletrolitica - evitar acidoses ( estimulação excessiva do centro respiratório ) ou alcalose ( hipoestimulação ). Corrigir os níveis de cálcio, magnésio, fósforo, sódio e potássio;

5- estabilidade do centro respiratório - quadro neurológico e metabólico estáveis. Evitar grandes infusões

de aminiácidos.

VIII - CRITÉRIOS PARA O DESMAME DO VENTILADOR MECÂNICO

Alguns autores, estabelecem critérios para o desmame do respirador: (2, 4, 6, 8)

1 - capacidade vital de 10 a 15 ml/Kg;

2 - volume corrente de 300 ml ou mais;

3 - diferença alvéolo - arterial ( A-a DO2 ) com FiO2 de 100% menor que 300 - 350 mmHg;

4 - fração shunt ( QS, QT ) menor que 20%;

5 - relação espaço morto / volume corrente menor que 0,6;

6 - sinais vitais estáveis;

7 - PaO2 superior a 60% com uma FiO2 inferior a 40%;

8 - patologia que originou o suporte ventilatório estiver resolvida ou em fase de resolução;

9 - o doente deverá estar acordado, colaborando e orientado, sem estar sob ação de sedativos e relaxantes,

consciente se possível;

10- capacidade de realizar movimentos respiratórios;

11- bom estado nutricional, função renal e equilíbrio hidroeletrolítico;

12- quantidade e qualidade normais de secreções nas vias aéreas;

13- evitar complicações como infecção pulmonar, atelectasias, barotraumas e toxidade de O2;

14- preparar o organismo para assumir o mais breve e seguramente possível as funções de ventilação e oxigenação espontânea.

15- desmamar o paciente do respirador progressivamente, utilizando uma técnica adequada que evite a sobrecarga ou fadiga da musculatura respiratória;

IX - MÉTODO DE DESMAME DO RESPIRADOR MECÂNICO

Alguns autores, descrevem sobre métodos de desmame do ventilador mecânico, e relatam que é uma opção delicada e por vezes morosa em que, para além da técnica correta para sua efetivação, o senso clínico da equipe médica, a vigilância e o apoio constante do enfermeiro tem um lugar privilegiado. Destacam ainda, que na realidade não existe meio “melhor” de desmame. O sucesso depende da combinação da preparação adequada do paciente, preferência do médico, protocolo da unidade, equipamento disponível e pessoal com conhecimento adequado. (2, 3, 6)

Os métodos descritos são:

1- método tradicional, desconecção do ventilador ou tubo em T - é o mais simples, inicia-se por período de prova de 5 a 10 minutos que vão sendo aumentados progressivamente onde, obriga o doente ao trabalho respiratório. Utiliza-se para tal uma peça em T adaptada ao tubo endotraqueal ou ao tubo de traqueostomia, com a mistura de ar e oxigênio (nebulizador). (2, 3, 6)

Para os mesmos autores neste tipo de desmame devemos tomar os seguintes cuidados:

· correto posicionamento do doente - tronco elevado;

· observação cuidadosa do doente;

· vigilância dos sinais vitais;

· gasometrias seriadas;

· detectar precocemente os sinais de insuficiência respiratória: dor, sudorese, palidez, cianose, choque, taquipnéia, ansiedade, deterioração do estado de consciência, trabalho dos músculos respiratórios acessórios

· assistência ventilatória de curta duração (menos de 2 dias);

· se o paciente está acordado, alerta, respirando sem dificuldade, com bom reflexo de tosse e vômito e hemodinamicamente estável;

· freqüência respiratória abaixo de 35 movimentos por minuto;

· movimentos torácicos paradoxais.

Segundo SIMPÓSIO DE VENTILAÇÃO MECÂNIVA (3), os principais problemas associados a esta técnica são:

1 - colapso alveolar pela ausência de uma pressão expiratória residual;

2- sobrecarga de trabalho imposta pelo tubo;

3- mudança brusca do grau de assistência ventilatória;

4- falta de controle da FiO2;

5- falta de monitorização adequada, uma vez que o indivíduo é desconectado dos alarmes do ventilador.

Os autores ainda relatam que desde que se disponha de ventiladores com recurso, não se justifica a adoção esta técnica de desmame.

2 - método da ventilação mandatória intermitente (IMV) e ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) - um dispositivo de VDI, incorporado ao ventilador, permite que o paciente respire espontaneamente quando desejado, mas também libera uma ventilação obrigatória em intervalos regulares. Se o paciente manter volumes corrente adequados, a freqüência do respirador é progressivamente diminuída permitindo que o paciente assuma cada vez mais a respiração espontânea, até o desmame ser completo. ( 2, 6 )

Estes autores relatam que, existem vantagens e desvantagens deste método. Como vantagens descrevem:

1. permite uma transição mais gradual da ventilação mandatória espontânea;

2. exige menos vigilância em relação ao tubo em T;

3. desconecção menos angustiosa do que o tubo em T;

4. melhora gradativa do tônus muscular do doente;

5. permite iniciar precocemente o desmame, visto que, a intervalos determinados pela freqüência respiratória do SIMV, a ventilação sensível ao esforço ventilatório do doente responde mecanicamente com uma ventilação assistida.

Como desvantagens descrevem:

1. exige maior trabalho respiratório do que o T, devido a resistência oferecida pelo circuito;

2. pode aumentar a PCO2, se a freqüência respiratória do SIMV não é adequada;

3. pode prolongar o desmame, se a diminuição da freqüência do SIMV é limitada;

4. pode aumentar a incidência de pneumotórax.

3 - método de pressão suporte - permite uma transição muito mais gradual da ventilação assistida para a espontânea. O seu efeito sobre a condicionante do diafragma é muito mais fisiológico que aquela proporcionada pelo tubo em T ou SIMV

Inicia-se o desmame com uma pressão suporte máxima, reduzindo-a gradualmente de acordo com a tolerância do paciente que é avaliada pela freqüência respiratória ( quando maior que 30 a 35 por minuto indica a necessidade de retorno a níveis mais elevados de pressão suporte). (3)

4 - método de respiração espontânea com ajuda - acontece sempre que o tipo de ventilação selecionada é pressão assistida, CPAP ou BIPAP. A pressão pré programada no ventilador é gradativamente diminuída, sendo o respirador progressivamente menor pressurizado e a ajuda fornecida ao doente menor, até atingir o zero, de forma que o doente conectado ao ventilador realize sem qualquer ajuda a sua inspiração espontânea. (2)

5 - método de ventilação por alta freqüência - pouco divulgado em nosso meio. O doente conectado a um ventilador com alta freqüência programada pode respirar espontaneamente, sem esforço, nem desadaptação ventilatória, na medida em que, devido as elevadas freqüências programadas, a válvula inspiratória do ventilador está constantemente aberta, facilitando a respiração espontânea do doente. (2 ).

Todas estas considerações se fizeram necessárias para caracterizar o ponto almejado do estudo, que é trazer uma contribuição aos profissionais que atuam junto a pacientes que necessitam de ventilação mecânica, com vistas a buscar uma melhor assistência aos doentes que serão submetidos ao desmame do respirador contribuindo assim para uma avaliação mais precisa em relação ao aceite ou não da retirada do aparelho.

X - METODOLOGIA

Este estudo foi realizado na U.T.I. do Hospital de Clínicas de Marília da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília, entidade pública de caráter estadual e federal. Este hospital atende a pacientes clínicos e cirúrgicos em suas várias patologias.

Optamos por este local para coleta de nossos dados, por estarmos atuando neste setor como aluno do curso de graduação em Enfermagem em estágio curricular na disciplina de U.T.I., pelo fato do professor orientador do referido trabalho ser o responsável por esta unidade no período da manhã, e principalmente por se encontrar nesta unidade os paciente sob ventilação mecânica.

A U.T.I. conta com seis leitos, com uma média de ocupação de 80%, segundo livro de registro da unidade. Os pacientes apresentam diagnósticos variados e recebem indicação para internação na mesma quando estão em estado crítico, porém em condições de recuperação. Destes, a grande maioria é submetida ao procedimento de intubação endotraqueal com suporte de ventilação mecânica.

A equipe de enfermagem deste setor é composta de quatro enfermeiros, dois técnicos de enfermagem, oito auxiliares de enfermagem e dois atendentes de enfermagem, distribuídos nos turnos manhã, tarde e noite.

Os dados foram coletados dos pacientes que estavam sob ventilação mecânica, sem considerar o tempo que se encontravam dependentes do aparelho. Não foi considerado o número de pacientes, e sim o desmame do respirador desde que não ultrapassasse de 5 minutos, portanto, a nossa amostra constituiu de 30 dados, onde verificamos os parâmetros clínicos apresentados pelo doente enquanto estava instalado no respirador e, imediatamente antes de receber novamente a ventilação mecânica, anotando em formulário próprio elaborado pelos autores. ( tabela 1).

Vale apena considerar que, não foi levado em conta a patologia do paciente e sim a indicação de desmame feita pelo médico da U.T.I.

Consideramos também, que os pacientes que não chegavam a suportar aos 5 minutos de desmame, foram imediatamente voltados para a ventilação mecânica, e os parâmetros clínicos apresentados antes da volta à ventilação mecânica, foram também anotados para posterior análise das alterações encontradas. Todos os pacientes receberam vigilância contínua pelo enfermeiro docente da unidade e pelos alunos do 3º ano de enfermagem sob supervisão direta do professor.

Ressaltamos ainda que, na unidade onde foram coletados os dados, é padronizado que toda retirada do paciente da ventilação mecânica é inicialmente feita por 5 minutos, e que este tempo será aumentado conforme a necessidade e estado do paciente.

A indicação do desmame é feita pelo médico da unidade, considerando os parâmetros hemodinâmicos, radiológico, respiratórios, gasimétricos, nutricionais, hidroeletrolítico e neurológicos, ficando sob responsabilidade da enfermagem em fazer o procedimento e avaliar o aceite ou não deste desmame através dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

Todos os pacientes estavam sendo ventilados por respiradores ciclados a pressão com somente de duas modalidades respiratórias, a ventilação mandatória contínua e à assistida / controlada, portando, para todos os desmames da ventilação mecânica foram utilizados tubo em T com nebulização. Estes doentes, foram aspirados antes do desmame e colocados em decúbito elevado, e os litros de oxigênio a ser instalado na nebulização foi prescrito pelo médico. Nos 30 desmames analisados, a prescrição médica indicava com uma FiO2 superior à 10 % da FiO2 do respirador mecânico.

XI - RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme descrito anteriormente, consideramos em nosso trabalho somente os desmames do respirador mecânico e não o número de pacientes, portanto, podemos encontrar dados do mesmo doente, porém em momentos diferentes.

Lembramos ainda que, estes dados foram coletados somente com os pacientes que iniciavam o desmame e não ultrapassavam 5 minutos deste. Sendo assim, consideramos os parâmetros clínicos apresentados com o paciente no respirador e ao final do desmame.

TABELA 1

Descrição dos resultados obtidos de acordo com os parâmetros clínicos apresentados pelos

pacientes na avaliação do desmame do respirador

Tempo desm.

minuto

Dias Vent / mec.

Freq. / Resp.

antes / depois

Variação

em %

Sat. ( % ) O2

do resp.

Sat. ( % ) O2 do pacte

antes / depois

Nível de consc

Freq. / Card.

antes / depois

Variação

em %

Arritmia

0l

5

08

20

22

l0,00

45

98

97

consc.

87

87

00,00

ESV

02

5

26

20

19

05,00

45

97

99

consc.

100

104

04,00

03

4

08

24

31

29,16

45

97

90

consc.

110

132

21,15

04

5

15

20

30

50,00

45

97

97

consc.

104

100

04,00

ESSV

05

5

03

20

28

40,00

45

99

98

consc.

84

88

04,76

06

5

15

20

23

l5,00

35

99

99

consc.

104

104

00,00

07

2

10

16

32

100,00

40

97

79

consc.

83

107

28,91

08

5

05

19

26

36,84

38

98

97

consc.

86

94

09,30

09

5

05

20

24

20,00

38

99

98

consc.

97

103

06,18

10

5

05

20

24

20,00

38

98

99

consc.

107

94

12,14

11

5

0l

16

16

00,00

40

98

99

consc.

116

120

03,77

12

5

03

20

20

00,00

45

99

100

cosnc.

93

95

02,15

13

5

03

20

19

05,00

45

99

99

consc.

84

91

08,33

14

4

03

18

27

50,00

42

96

84

consc.

76

106

39,47

15

3

04

18

32

77,77

45

96

80

consc.

73

88

20,54

16

4

02

20

29

45,00

42

98

84

consc.

90

122

35,55

ESV

17

5

02

18

25

38,88

45

98

94

consc.

90

96

06,66

18

5

26

20

24

20,00

40

97

95

cosnc.

105

100

05,00

19

3

11

20

32

60,00

30

97

88

consc.

107

147

28,03

ESV

20

3

09

22

37

68,18

45

98

86

consc.

101

136

34,65

ESV

21

5

04

20

26

30,00

40

97

98

consc.

89

92

03,37

22

5

02

16

21

31,25

45

96

98

consc.

87

89

02,29

23

5

10

18

22

22,22

45

97

97

cosnc.

100

106

06,00

24

5

10

22

27

22,72

40

97

96

consc.

97

101

04,12

25

5

10

22

23

04,54

40

98

97

cosnc.

87

89

02,29

26

5

10

20

20

00,00

40

98

98

cosnc.

85

83

02,35

27

5

13

23

27

17,39

45

97

98

cosnc.

91

96

05,49

28

5

04

18

23

27,77

40

98

96

cosnc.

79

81

02,53

29

5

17

22

27

22,72

40

97

97

cosnc.

80

82

02,50

30

5

17

22

25

13,63

40

98

98

cosnc.

81

83

02,46

Þ número de pacientes Card. Þ cardíaca

Desm. Þ desmame Sat. Þ saturação

Vent. Þ ventilador / ventilação Consc. Þ consciência

Mec. Þ mecânico / mecânica Resp. Þ respiratória

Freq. Þ freqüência O2 Þ oxigênio

ESV Þ extra-sístoles ventriculares ESSV Þ extra-sístoles supra ventricular


Com a apresentação dos dados referentes na tabela número l, onde constam os parâmetros clínicos apresentados pelos pacientes em desmame do respirador mecânico, podemos dizer que os desmames de números 03, 07, l4, l5, l6, l9 e 20 não foram bem sucedidos, pois não suportaram o tempo mínimo estabelecido de 5 minutos constatado por alterações importantes relacionadas a freqüência respiratória, queda na saturação de O2, e aumento significativo na freqüência cardíaca. O aparecimento de arritmias cardíacas nos pacientes de numero 16, 19 e 20, também contribuíram para o não aceite do desmame no processo de avaliação.

Estas alterações apresentadas, nos leva a acreditar que estes pacientes não conseguiram fazer o desmame com sucesso por apresentarem instabilidade hemodinâmica levando a uma baixa oxigenação diafragmática, não permitindo assim, um bom padrão respiratório, tendo também como conseqüência alterações no equilíbrio ácido - básico devido a instabilidade das trocas gasosas.

Acreditamos também que, o tempo de ventilação mecânica utilizados pelos pacientes, podem levar a um relaxamento da musculatura torácica (intercostais internos e externos e diafragma), fato este que auxiliou na dificuldade do aceite da retirada do respirador. Dentre estes, podemos citar os de números 03, 07, l9 e 20 que mantiveram sob ventilação mecânica por mais de 7 dias.

Ainda assim, não podemos deixar de levar em conta outros critérios citados anteriormente

nas referências bibliográficas, que também podem ter influenciado no não aceite do desmame desses pacientes

XII - CONCLUSÃO

Levando em consideração os resultados obtidos, os aspectos levantados na literatura e as observações pessoais, concluímos que:

1. Todos os pacientes que iniciam desmame da ventilação mecânica devem ter uma supervisão intensiva da enfermagem, com uma análise criteriosa dos parâmetros clínicos apresentados pelo paciente;

2. O tempo de ventilação mecânica influência diretamente no aceite da retirado do respirador, pois o paciente pode apresentar enfraquecimento nos músculos da respiração;

3. Um aumento da freqüência respiratória acima de 45% da estabelecida na ventilação mecânica em relação a freqüência do paciente em desmame, pode indicar uma falência respiratória associada a uma fadiga muscular ;

4. Uma queda da saturação de oxigênio inferior à 90% verificada no oxímetro de pulso pode indicar o não aceite do desmame, porém deve-se levar em consideração o estado patológico do doente como por exemplo o paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica, que apresenta níveis de saturação mais baixo;

5. A FiO2 do respirador não deve ser alta (acima de 45%), para se iniciar o desmame. Todos os pacientes encontravam-se com FiO2 igual ou abaixo de 45%.

6. Um aumento da freqüência cardíaca acima de 20% durante o desmame, em relação a da estabelecida no monitor cardíaco antes do início do desmame, pode indicar um esforço muscular e/ou uma queda do débito cardíaco, porém deve-se verificar também outros sinais clínicos relacionados ao baixo débito cardíaco;

7. O surgimento de arritmias ou o aumento das existentes pode ser devido a um esforço cardíaco e/ou um aumento do dióxido de carbono na circulação sangüínea;

8. O medo, ansiedade ou a insegurança, pode influenciar no aceite do desmame da ventilação mecânica

A apresentação desses resultados, contribuíram para um melhor ajuste na qualidade da assistência ao paciente que é submetido ao desmame do respirador, no entanto, acreditamos que muito ainda há de se pesquisar, para que possamos identificar e justificar melhor a atuação da enfermagem na vigilância contínua desses pacientes.

Assim, estes resultados nos levaram a retomar nossa preocupação, que é a de estabelecer parâmetros que indique o aceite ou não do desmame da ventilação mecânica, contribuindo com os profissionais que se responsabilizam pela assistência a estes pacientes.

Ao nosso ver, estas questões são difíceis de serem trabalhadas, mas acreditamos que esta “semente” só poderá trazer subsídios para viabilização de uma prática mais segura para os pacientes que necessitam de desmame da ventilação mecânica.

RESUMO

O objetivo deste estudo foi determinar quais os parâmetros clínicos apresentados pelos pacientes que podem indicar o aceite ou não do desmame da ventilação mecânica. Para isso coletamos dados referentes à 30 desmames, observando os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes antes da retirada do aparelho e momentos antes da volta à ventilação mecânica. Os resultados foram analisados pelos próprios autores, onde acreditamos que a conclusão poderá ajudar na avaliação do paciente referente ao desmame.

SUMMARY

The objective of this study went determine whith the clinical parameters presented by the patients that can indicate the acceptance or not the it weans of the ventilation mechanics. For that we collected referring data tofor 30 you wean, observing the sings and symptoms presented by the patients before the retreat of the apparel and miments before the retum to ventilation. The results were analyzed by the own authors, where we believed that the conclusion can help in the patients evaluation the it weans.


XIII - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CANUTTI, JÚNIOR, V. Insuficiência respiratória aguda. Marília: Faculdade de Medicina de Marília,

Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília ; l989. 71 p. (não publicado)

2. DAVID, J.; COSTA, G.; SILVA, L. Ventilação mecânica: como ? por que ? NURSING. v 9, n. 98, p. l

14 - 21, mar. 1996.

3. SIMPÓSIO DE VENTILAÇÃO MECÂNICA, I , 2 a 4 de abril de l993; São Paulo. Manual didático.

São Paulo: Hospital Israelita Albert Eistein, s. d. p. 1 - 29.

4. SIQUEIRA, H. R. ; SIMÃO, A . T. Respiradores mecânicos. In: Simão, A . T. Terapia Intensiva. Rio

Janeiro: Atheneu, l976. Cap. 6, p. l35 - l45.

5. SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Brunner / Suddarth tratado de enfermagem médico - cirúrgica. 7 ed.

Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, l993 a. cap. 25, p. 449 - 479: modalidade de cuidados

respiratórios.

6. SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Brunner / Suddarth tratado de enfermagem médico - cirúrgica. 7 ed.

Rio de Janeiro; Guanabara Koogan, l993 b. cap. 26. P. 481 - 523: cuidados com o paciente

portados de patologias do tórax e do trato respiratório.

7. SMITH, R. A . Tratamento respiratório mecânico. In: MILLER, R. D. Tratado de anestesia. 2 ed. São

Paulo: Manole, l989. V. 3, cap. 63, p. 2259 - 2298.

8. Tratamento de insuficiência respiratória crônica no adulto. s. e. : Glaxo, s. d. aop. (Suplemento Científico Glaxo, 8 ).


Objetivo deste estudo foi o de determinar quais os parâmetros clínicos apresentados pelos pacientes, que podem indicar o aceite ou não do desmame da ventilação mecânica nos primeiros 5 minutos. Para isso, coletamos dados de 30 desmames de pacientes que estavam sob ventilação mecânica controlada, em respiradores ciclados à pressão, observando os sinais e sintomas apresentados pelos mesmos, antes da retirada do aparelho, e momentos antes da volta à ventilação mecânica. Os resultados foram analisados pelos autores, onde verificamos que o tempo de ventilação mecânica; variação da freqüência respiratória acima de 45% da estabelecida na ventilação mecânica, queda da saturação de O2 abaixo de 90% verificada o oxímetro de pulso; aumento da freqüência cardíaca acima de 20% da estabelecida antes da restirada do respirador; surgimento de arritmias e alterações do nível de consciência podem influenciar no aceite do desmame da ventilação mecânica.

O PACIENTE E O DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA

* Pedro Marco Karan Barbosa

** Luciane Cristine de Oliveira Ribeiro

** Milena de Napoli Gonçalves

** Gessiane Seno

*Doutorando em Enfermagem Fundamental; Docente Assistêncial da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília na disciplina de Unidade de Terapia Intensiva - Departamento de Enfermagem.

**Alunos de graduação do 4º ano de enfermagem da Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília

Endereço dos autores - Rua 24 de Dezembro nº 1740 - Marília SP. CEP 17506-030


FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO SUPERIOR DE MAÍLIA

DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM

O PACIENTE E O DESMAME DA VENTILAÇÃO MECÂNICA

Marília

1997

 

Comentar


Código de segurança
Atualizar


SEO by AceSEF
 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack